quinta-feira, 7 de julho de 2016

A vida a dois depois do autismo! (ou a três)





Parece que tudo começa de novo depois do diagnóstico, eu estava prestando a atenção em quantos posts eu escrevi a frase "depois do diagnóstico de autismo do meu filho" e parece que quase tudo se resume a isso, e a vida do casal não é diferente, também ocorre mudanças. Esses dias eu e meu marido estávamos falando nas vezes que tivemos que nos reinventar, seja pelo autismo ou não, mas também as vezes mudanças são necessárias. Nosso casamento nunca esteve em uma crise a ponto de uma separação mas é claro que tivemos que nos readaptar a nossa nova vida. Assim como todos os casais, acredito eu, quando o Miguel nasceu já sentimos uma grande diferença.

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

A medicação no autismo



Acho que de repente essa se torna a maior dúvida de nós pais de crianças autistas, dar ou não medicamentos controlados para o meu filho? É um assunto importante e foi grande a minha surpresa quando fui pesquisar sobre o assunto e não achei praticamente nada, por isso vou relatar minha pouca experiência já que o Miguel só toma uma medicação, mas acho que posso falar um pouquinho. As opiniões se dividem muito nesse assunto, e acho válido cada uma, porque como sabemos, nossos filhos autistas são únicos e o que pode ser ótimo para o meu filho, de repente não dê resultado em seu filho, por isso devemos avaliar cada caso separado. Acho bom ouvir outras opiniões porque as vezes quem está de fora do que estamos vivendo, pode enxergar um pouquinho melhor a situação e quero deixar esse post em aberto a diferentes opiniões, compartilhe com a gente a sua experiência. 

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

De repente aprendi o que é ter um filho perfeito!



Quando eu estava grávida, ficava imaginando como seria o futuro, acho que é o que mais fazemos, nesse período, sonhamos com o futuro. Já contei aqui que passei toda a minha gestação tensa por conta de uma gravidez anterior que perdi, a cada exame que eu ia fazer , eu ia preocupada com o resultado e sempre voltava aliviada. Me lembro de quando fui fazer o ultrassom de translucência nucal com 12 semanas, lembro que a médica disse que poderia apontar a síndrome de down nesse exame, fui tensa mas depois fiquei aliviada quando o resultado: deu normal. Quando fui fazer a ultrassom morfológica, como  fiquei aliviada ao saber que ele tinha a formação perfeita, acho que é uma preocupação de quase todas as mulheres. E quando ele nasceu, depois de fazer o teste do pezinho, orelhinha e do olhinho, como fiquei mais aliviada ainda por saber que tudo era normal. Meu filho era "perfeito". Ufa! Que alívio! Agora tudo deu certo.

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Em busca da "CURA" para o autismo





Quem  nunca ficou imaginando um dia, acordar com seu filho indo correndo em sua direção e lhe abraçar e dizer bom dia, e ver que a história do seu filho ter autismo foi só um sonho, ou melhor, descobrir  que foi um pesadelo e que de repente tudo acabou? Quem nunca imaginou que um dia milagrosamente seu filho viria até você falando de tudo normalmente como se nada tivesse acontecido antes e sem nenhuma estereotipia, sem agressividade, sem nada dos sintomas presentes no autismo? Nós pais, ainda acreditamos em um milagre.

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Autismo e a Alimentação




Se nós mães passamos por desafios todos os dias, acho que um dos que mais preocupam as mamães de autistas, é a seletividade alimentar que muitas crianças possuem. Nós crescemos ouvindo dizer que é preciso ter uma boa e balanceada alimentação com frutas, legumes, verduras e cereais mas se crianças típicas podem passam por fases de não querer se alimentar, as crianças autistas muitas vezes ficam um bom tempo sem querer alimentos e já vi casos de crianças que tiveram que se alimentar por sonda, mas não quero te desesperar logo no início, vamos conversar um pouquinho sobre isso.
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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Autista sim, mas muito capaz




Saímos do consultório médico com um diagnóstico, e achamos que o diagnostico de autismo é uma triste sentença. Ainda mais porque muitas vezes ouvimos "Seu filho provavelmente nunca irá falar, nunca irá olhar nos seus olhos, terá crises de agressividade, talvez nunca será alfabetizado, e ele não gosta de carinho, não vai se socializar, vai ser difícil passear com ele, não gostam de barulhos e lugares com muitas pessoas, shopping nem pensar". Aí a gente pára e  pensa:  "Meu Deus, o que sobrou dos meus sonhos e do que idealizei como meu filho?" 

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Ter ou não ter, outro filho depois do autismo?




Eu pensei, pensei ... e pensei de novo antes de escrever esse texto, e resolvi escrever em parte com a razão e em parte com o coração, o assunto é sério e merece todo cuidado. Quando somos adolescentes sonhamos e planejamos um futuro tão brilhante a nossa maneira e achamos que já está tudo traçado, a maioria das garotas já sonham com sua família formada por ela, o marido e um ou dois filhos, quem sabe mais, eu nessa época achava que teria dois. O tempo passa, casamos, temos o primeiro filho e alguém sempre pergunta "Você quer ter mais filhos?". Quando o Miguel nasceu, eu acho que não tinha muito isso definido, mas acho que eu estava mais pro não do que pra sim. Aliás, me parece que a maioria das mulheres passam por uma fase em que tem certeza que não terão um outro filho, o primeiro já mudou tanto a vida, as vezes vão crescendo e o trabalho de cuidar de um é tanto que não queremos o trabalho dobrado.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dicas para facilitar o dia a dia com seu filho



Tenho recebido algumas mensagens me pedindo algumas dicas em diversos assuntos, resolvi então, fazer um post falando um pouquinho de cada assunto, para tentar responder as diversas mensagens que recebi. Nossos dias geralmente são extremamente corridos e muitas vezes queríamos que o dia tivesse 30 horas, e ainda acho que mesmo assim ficaria muitas coisas que gostaríamos de ter feito, e o que pudermos simplificar com certeza será de grande valia. Aqui vão dicas que funcionaram para o Miguel, vou lembrar de novo que cada criança é única, e o que resolve pra um pode não ser a solução para o outro, mas vale a pena tentar.


  • Livro Sensorial

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Não tire os olhos do seu filho autista! Todo o cuidado é pouco.





Qual criança nunca aprontou uma arte de deixar os pais de "cabelo em pé" de preocupação? Nossos pequenos autistas tendem a aprontar um pouquinho mais, e isso requer uma atenção intensa sobre nossos filhos e acredite não é exagero, geralmente eles são muito rápidos e basta poucos segundos de descuidos para aprontarem uma daquelas... Eu não vou ficar falando na parte científica de pesquisas porque acho isso um pouco chato de ficar lendo todos aqueles números, o que realmente importa é que o perigo é real e precisamos ficar sempre de olhos muito bem abertos nos nossos pequenos. Uma das características do autismo é justamente a falta de noção do perigo, onde não reconhece situações em que possa se ferir, não tem medo de altura e ausência ou pouca sensibilidade à dor fazem com que até mesmo se a criança se machucar nem mesmo chore de dor.

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